A polêmica sobre a pílula do câncer

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Está sendo muito divulgada essa tal da pílula do câncer. A presidente da República Dilma Rousseff sancionou a lei e aprovou o uso e a venda dessa pílula, mesmo que agências institucionalizadas e especialistas em aprovação de medicamentos não tinham  liberado o aval, uma vez que para que um medicamento novo seja comercializado demora em torno de 5 a 8 anos. Afinal, devem ser feitos inúmeros testes para comprovar a eficácia (e a segurança) e também analisar os efeitos colaterais característicos da ingestão.

A polêmica envolta dessa pílula está dando muito o que falar, porque há muitas controvérsias que fazem da pílula ao mesmo tempo “milagrosa” e perigosa para a saúde. A ANVISA, por exemplo, é totalmente contra, uma vez que não foram realizados testes que indicam como age exatamente a pílula, composta de fosfoetanolamina sintética. Mesmo que o câncer é uma doença grave que acomete muitas pessoas, não tendo uma cura para a doença, outros medicamentos estão na fila para a tal liberação. E como o câncer tende a ser radical e muito forte, é mais um motivo para que a fosfoetanolamina sintética precise de mais tempo para ser liberada.

A polêmica iniciou com o uso desse medicamento não-registrado em um paciente com câncer terminal. Após isso, muitos protestos foram feitos para a liberação do medicamento. O que a fosfoetanolamina sintética determina é que ela pode ser consumida por pacientes, por livre e espontânea vontade, assinando um termo de compromisso e de responsabilidade, mediante laudo médico que ateste que o paciente esteja com câncer. Até agora, o que foi constatado é que pode substituir o medicamento tradicional, a quimioterapia, fornecendo uma qualidade de vida maior para o paciente.

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A fosfoetanolamina sintética foi criada para destruir os tumores malignos e, mais especificamente, fazer com que a pessoa tenha mais esperança para seguir com a vida. Tecnicamente, essa pílula do câncer ficou conhecida a mais de 20 anos, criado pelo Gilberto Orivaldo Chierice. Hoje, esse cientista não está ligado ao programa de aprovação da fosfoetanolamina sintética, mas afirma a eficácia da pílula.

A própria USP é contra a divulgação dessa pílula, porque justamente não ocorreram  testes o suficiente que comprovam a segurança em utilizá-la como medicamento contra o câncer. A USP emitiu um comunicado para que, até então, essa pílula seja considerada um não-remédio. Inclusive, a pílula do câncer  não tem bula, logo, não pode ser definida como medicamento.

O problema é que a presidente Dilma Rousseff sancionou a utilização, o que pode levar a muitas consequências por conta dessa indefinição que leva a consequências gravíssimas aos pacientes.

Claro que, também pode ocorrer o inverso, em que usuários realmente sejam beneficiados com a fosfoetanolamina sintética. Resta-nos aguardar por maiores esclarecimentos que envolvem essa pílula milagrosa do câncer. Foi dito também que a pílula realmente oferece uma qualidade de vida maior para os pacientes que têm câncer, entretanto, os estudos foram muitos preliminares.

Vamos esperar para ver como essa polêmica irá se resolver. Considerar essa pílula como medicamento ainda é muito cedo, portanto, é preciso de mais pesquisas. Mas seria excelente se a cura para esta terrível doença viesse deste medicamento.

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