Como aceitar a morte

Como aceitar a morte de alguém da família, como pai, mãe, filhos, e encarar com mais naturalidade a lei natural da vida.

Ninguém está preparado para a morte. Ninguém está preparado para aceitar. E ninguém está preparado para ver alguém indo embora. Pode soar eufemismo, mas “bater as botas” é um assunto que gera muitas discussões e nem sempre as pessoas estão preparadas para seguir em frente. Por outro lado, há pessoas que aceitaram essa lei da vida e conseguem viver a vida como se cada dia fosse o último. É, há dois extremos aí.

Quando percebemos e temos noção, mesmo que por um curto espaço de tempo, que não controlamos o nosso futuro e muito menos o nosso amanhã, temos a tendência de pensar que precisamos desistir daquilo que não nos faz bem e perseguir a nossa felicidade, custe o que custar. Porém, essa percepção não permanece por muito tempo, visto que são poucas pessoas que vivem intensamente sem pensar no próximo dia.

É perigoso pensar que um dia morreremos, já que essa mesma percepção pode levar a pensamentos negativos, a uma insegurança, um medo crescente e, claro, uma desmotivação para acordar todos os dias. Realmente, a vida é muito curta para isso, não acham? Por isso que é interessante aceitar a morte, aceitar que um dia partiremos, aceitar que isso acontecerá com todos ao nosso redor, cedo ou mais tarde. Dói pensar sobre, mas quanto mais rápido associarmos isso à lei da vida, mais tranquilos estaremos, acredite!

Ordem natural

Um dia nascemos, crescemos, nos desenvolvemos, e morreremos. Essa é a ordem natural dos seres vivos. E por mais que pensamos que isso acontece apenas com as árvores ou seres distantes de nós, essa lei aplica-se a todos.

Como aceitar a morte

Não estamos preparados para vermos um parente indo embora, um animal de estimação, o filho ou filha, como em muitas famílias, dizendo adeus sem ao menos esperar pela “hora certa”. Tendemos a pensar que tudo tem a sua hora, e tem mesmo, mas queremos muito manipular o tempo, imaginar que aquilo ou alguém partirá quando nós quisermos. Mas não. O luto é uma forma de lidar com a perda, e lidar com a ordem natural das coisas. E isso faz bem.

O luto

Você sabia que quanto mais aprendemos a lidar com a morte, mais sábios ficamos? Não no sentido de ficarmos mais inteligentes ou espertos, mas sim no modo de viver a vida e aproveitá-la. Quando alguém se vai, aprendemos a lidar com sentimentos até então adormecidos ou inexistentes, e acabamos aprendendo mais sobre nós mesmos, sobre quem somos, e sobre quem aquela pessoa foi para nós um dia.

A saudade

Infelizmente ainda não criaram um meio para se comunicar com os mortos ou almas – deixemos o espiritismo de lado porque aqui não é a questão – mas é importante lidar com a saudade que, de início, aumenta e chega a ser insuportável, por ser, ao longo da vida, um sentimento forte que sempre ficará ao seu lado, como se fosse um porto seguro, já que memórias e lembranças retornarão para manter você são.

A saudade pode ser um gás de motivação para viver em paz, em harmonia, porque é uma forma de incentivar um pai, uma mãe, a continuar vivendo, por exemplo.

É claro que existem diversas reações que podem acontecer, como a depressão, entretanto, é uma lição valiosa para compreendermos o que se passa dentro de nós.

A morte vem quando a hora da pessoa chega e nunca é justo, jamais será. Logo, é inegável que queiramos evitá-la, impedi-la, recusá-la, porque dói, machuca, prova o quanto não temos controle de nada. Contudo, precisamos aceitá-la em vez de rejeitá-la, para que todo o processo seja saudável e menos dolorido possível.

O luto tem fases e todas elas provocam um tipo de ensinamento novo. No final de tudo, faz bem.

Aviso
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